O meu amor é muito diferente do amor dele.
O meu amor é impulsivo, acelerado, jogado em cima da cama, faz cosquinha, faz manha, e às vezes tá de mau-humor.
O amor dele é sereno, engraçadinho, cheio de cuidado, sedento de muitos beijos, faz manha, e é sorridente de orelha a orelha.
O meu amor aprendeu muita coisa junto com o amor dele: A gostar de cachoro, de crianças, a amar os amigos independente dos defeitos, e ser mais família.
A coisa mais bonita que o amor dele ensinou, foi querer agradar.
Levar no shopping pra agradar, lavar a louça pra agradar, correr 4 km sem fôlego pra agradar, fazer amor pra agradar, comer arroz cru pra agradar, e tantas outras coisas...
A primeira vez que ele me agradou foi na primeira semana de namoro, ele me levou de presente lá no estágio que a gente trabalhava uma blusinha meio mequetrefe, que eu amei, e fiquei toda boba, eu perguntei por quê e ele me disse que queria me agradar.
Eu achava tão esquisito, por que eu queria ser uma mulher independente, que não tá nem aí pro cara, naquela época eu não precisava agradar ninguém, eu tinha o meu dinheiro, pagava 80% da minha faculdade com dança, tava me formando em Direito, me achava, etc e tal... Mas eu ficava com vontade de agradar ele também, afinal de contas ficou um dívida de gratidão né?
Cada vez mais ele fazia coisas pra me agradar, e eu tentava agradar ele também, e assim continuou até a gente casar.
A gente se agrada todos os dias, por que o amor dele disse esse segredo pro meu amor, que mesmo quando os amores são completamente diferentes, o jeito de ficar junto é agradando, como se agradar fosse a única forma de ligar os dois jeitos de amar, é a intersecção que a gente achou quando uniu os nossos corações.
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