quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dance like no one is watching

Fiquei na dúvida se escrevia ou não alguma coisa sobre o Encontrart. Ao mesmo tempo em que meu coração desejava compartilhar e contar as coisas que vivenciei lá, queria preservar os momentos de intimidade que tive com o Senhor. Resolvi encontrar um meio-termo e simplesmente dividir um pouco do que o encontro significou para mim...
Dentro de mim batia um coração nervoso por estar indo em direção a algo novo, mas ao mesmo tempo grato, por saber que muitas pessoas investiram em mim, a minha igreja financiou a inscrição, meu pai "paitrocinou" as passagens e o meu marido me abençoou com o translado... o dinheiro que eu levei foi encontrado dentro da mala que eu havia tomado emprestado - presente de irmã. Até "aquele momento" o Senhor "me" ajudou.
Preciso dizer que do alto dos meus 29 anos foi a primeira vez que eu viajei sozinha, sozinha mesmo, sem amigo, namorado, marido, colega ou família. No problem with that... Sou uma mulher independente, desde muito jovem viajava com as cia's de dança das quais participei, sempre soube me virar, e realmente nunca vi problema em estar só. Gostava da idéia aproveitar alguns dias de solidão para entrar mesmo dentro de mim, dos meus anseios e questões, de estar só com Deus, não ter ninguém por perto, de não me preocupar com nada e me alentava imaginar que seria só nós dois - eu e Deus.
Mesmo sem a intenção de criar expectativas, imaginei que seria um encontro para que eu pudesse obter respostas, obter capacitação técnica e sentir a presença e a graça de Deus. Só que o Senhor me surpreendeu, pois Ele é "poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos", e posso dizer que me vi rodeada de pessoas especialmente colocadas naquele lugar. Posso dizer que fiz muitos amigos, pois eu amei cada um: Uma gaúcha cheia de amor, uma baiana linda, um recifense arretado de amor por Jesus, uma paulista ungida, duas goianas MARAVILHOSAS, duas manauenses queridas, uma mineirinha supreendentemente talentosa, catarinense espivitada e avivada, paraguaia fofa, enfim... cada pessoa especial de todos os cantos do país as quais eu tive o privilégio de conhecer e conviver...
Nem o frio, nem as DORES MUSCULARES, me afastaram do meu propósito pessoal, de alcançar melhora técnica, realmente a qualidade dos professores e das aulas ministradas denotam a excelência do Ministério Jeová Nissi. Só que a minha busca, inclusive durante as oficinas não se resumiam a isso, e encontrei muito mais, Deus falou e sentimos a presença Dele grandemente mesmo em meio a exercícios... Me invadia constantemente uma vontade de explodir em danças e louvores a Ele, de amá-lo em cada respiração, contração, movimento, expressão, dar a Ele tudo que havia em mim.
Assistir as ministrações, conversar com o pessoal do Nissi, ouvir cada história, planos, projetos, realizações atingidas foi muito impactante, pois aquelas pessoas estavam transbordando amor de Deus pelos poros, e me edificaram muito. Fui muito tocada pela forma artística de expressão de adoração e evangelização, tranformando muito a minha visão, tendo em conta que não conhecia nada a respeito do Ministério, e nunca havia tido contato com a missão em campo efetivo.
Os meus momentos com Deus são somente meus, foram únicos e preciosos, eu continuo com fome da presença do meu amado, o meu coração o procura constantemente, quero dançar, me entregar como se não houvesse nada além Dele, onde não exista ninguém para reparar se há qualidade de movimentação, onde não haja críticas, só coração... apaixonado, entregue, quebrantado, faminto e sedento.

Um comentário:

  1. Flá, sua vida com Deus me inspira.
    Eu leio seus posts e fico sedenta, até mesmo quando me encontro sem fome e sede dELe... venho aqui, sinto cheiro das águas e então quando termino de ler quero continuar bebendo.
    Aleluia!
    Você é uma benção na minha vida!
    Eu amo você, bailarina.
    Beijos, Laura

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